28 maio 2017

“Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo."

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.


“Oi, é o Bruno. Bruno Pinto. Aquele menino que sumiu...”

Opa! Pera! Fita errada. Vamos rebobinar e começar novamente.

“Olá, meninos e meninas. Quem fala aqui é Hannah Baker. Ao vivo e em estéreo. Sem promessa de retorno. Sem bis. E, desta vez, sem atender aos pedidos da plateia. Espero que vocês estejam prontos, porque vou contar aqui a história da minha vida. Mais especificamente, por que ela chegou ao fim. E, se estiver escutando estas fitas, você é um dos motivos.”

Foto/Reprodução KaroliniBarbara

Foto/Reprodução Karolini Barbara

A história começa com Clay levando as fitas para o “participante” de número treze também “responsável” pela morte de Hanna Barker, mas antes disso ele teve que escuta-la uma por uma até chegar a sua própria fita. Tudo começou em um dia qualquer quando o mesmo retornava da escola e ao chegar a sua porta de casa ele encontra um pacotinho do correio, ao abri-lo descobre 13 fitas cacetes devidamente numeradas e guardadas em uma caixa de sapato.

O susto é tão grande ao escutar a voz do seu primeiro amor que ele pira (Vai! Você também piraria ao escutar a voz de uma pessoa morta) e se angustia (porque isso é a coisa mais normal do mundo, a qualquer momento podemos receber treze fitas cacete) ao saber o que Hannah tinha a falar. Dentro desta caixa, juntamente com as fitas, temos também um mapa que vai mostrar todos os locais das histórias para que o participante possa vivenciar de uma forma mais viva o que realmente afligia a garota. No entanto, o livro não é só sobre uma garota que se mata, é sobre o bullying e o que a levou ao suicídio. Porque todos nós (que somos e já fomos jovens) já sofremos com o bullying.

Foto/Reprodução Karolini Barbara

Querendo sair de casa o menino vai atrás de seu melhor amigo Tony e pega seu walkman para continuar a escutar as fitas enquanto pedala pela cidade e passa por todos os lugares que a Hanna indica. E então temos ai uma surpresa: será que Tony sabe mais do que deveria? Em uma noite ele escuta as treze fitas e assim faz seu devido repasse para o 13º por que.

Tudo o que escutamos da Hanna é vinda de uma perspectiva do Clay, apesar de podermos vivenciar, assim como o próprio personagem, o que a menina passou e passava. E podemos perceber ao chegar à fita dele que a convivência dos dois fora muito curta e, se assim pudermos colocar, pequena. E se falar mais rola spoiler grandão!


O sucesso desse livro foi tanto que a Netflix junto com nossa querida diva “Feiticeiros de Waverly Place”, Selena Gomez, fizeram uma série com treze episódios e que já foi assistida (porque eu tenho quase plena certeza!) até pelo seu vizinho. O negócio da série é que ela é mais detalhada, mas não deixa de ser uma ótima produção e digna de ser assistida (eu assisti os treze episódios em dois dias).

Muitos reclamaram que a série mudou as ordens das fitas, e eu digo que a informação não procede. Mas eu não vou comparar a série com o livro, farei diferente e seguirei o concelho da blogueira participante lá do grupo “Blogs Fantásticos e Onde Habitam”, a Rubyane, do Epílogo em Branco (sólê ó!). A adaptação não é fiel ao livro e está tudo bem com isso!

A série é muito mais detalhada, não é a toa que temos ai treze episódios, cada episódio dedicado a cada uma das fitas e seus devidos personagens. A primeira fita é do Justin (Sim! A mesma do livro!), a segunda... NÃO VOU DAR SPOILER, TERÁ QUE ASSISTIR PARA SABER!


Na série temos ai um ponto legal em que o Clay é um participante mais ativo na vida da Hanna, e podemos também ver como cada personagem se porta (e se importa) ao receber a caixa com as fitas da menina que cometeu suicídio. Mais chocante ainda são os quatro últimos episódios, dois estupros e dois suicídios (emoções fortes e que me fizeram desabar em rios de lágrimas!). Temos também a perspectiva por parte dos pais da Hanna, no entanto, quem leu o livro e assistiu a série percebe que a forma da menina cometer suicídio é diferente em ambos. Muitos diálogos do livro aparecem na série. Eu sinceramente não tenho do que reclamar. Apenas a elogiar.


Gostei muito da história que o autor criou para citar um assunto tão polêmico e ignorado socialmente, em uma escala de 0 a 10, o autor levaria um 20 (só para terem noção do quanto o livro é magnífico). A série também não fica atrás, gostei muito da participação do Tony (se fazendo mais presente ainda), do 10º episódio em diante... Dá para ficar sem palavras e lhe causar repulsa, angustia, empatia, tristeza, uma enxurrada de emoções que trazem o ouvinte para mais perto do enredo em questão.

O que tenho mesmo a declarar é: ASSISTAM!

E como vocês sabem que o brasileiro precisa ser estudado, venho ainda nesse post, que não deve ter esclarecido praticamente nada, apresentar uma versão original Acreflix. Confiram! 



2 comentários:

  1. Terminei de assistir à série ontem, e gostei bastante. Agora quero muito poder ler o livro também!

    ResponderExcluir
  2. Menina ce não sabe o quanto ri dessa paródia! kkkkk
    Já tinha vontade de ler o livro, e quando anuncio da série, corri, peguei o livro emprestado e li em menos de 24 horas! Quando lançou a série também assisti bem rápido e adorei, aclaro, eu acho que poderiam (os dois) serem melhores, mas gostei muito!
    Adorei sua resenha, super divertida!
    Beeeijos!
    http://livrosamoremais.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir